
A lasanha estava normal, o clima normal, a sobremesa normal. As conversas eram normais. As convidadas eram especias.
Um mundo de ideias e de lição de vida. Creia, Deus faz e desfaz. Deus cria e destrói.





Vejam só, eu flagrei esta sena. As pessoas estavam em fila em busca desta água saindo de dentro das pedras. O fio de água passa horas, meses anos a fio, caindo sem cansar. O que esta fonte se fim é ? Bom, algo sem fim. Algo que muitos, pouco querem saber. Algo que dever ser visto como uma obra de Deus. Mas água é vital . Sem ela, no máximo que se sobrevive é uma semana... E se ela acabar? O mundo ai sim pode ter fim.
Um porcalhão é logo reconhecido. Veja isto. Estes lixos foram deixados por quem não tem senso de limpeza na vida em todos aspectos. É bom lembrar que espaço público é nosso e merece todo respeito. A pessoa que deixou este lixo neste espaço tem lixo na cabeça ao invés de celebro. É inadmissível que um ser dotado de inteligencia cometa uma vergonhosa ação desta natureza na natureza que só tem a perder.



A estrada pavimentada tinha chegado ao fim. A esquerda inicio de outra via, só que de terra. Uma mistura de cascalho bruto com barro avermelhado com feição denso bravio.
Quanto tempo havia se passado, mas a estrada ainda estava com a mesma aura dos tempos em que tudo aconteceu. Ainda sinto neste começo de estrada, a mesma emoção vivida na ocasião.
Sou um caminhante. Ando por esta vida colhendo historias de viventes que um dia passaram por esta estrada. Por obra, talvez do destino, de fatos alheio a nossa compreensão, muitos deste que caminharam a meu lado, tomaram outro rumo; desaparecendo pra sempre. Mas o que importa é que eles deixaram suas historias para trás, e eu resolvi contá-las. Sou João Mateiro, e vou contar meus contos sem ter medo de contar nada.
João Mateiro.


Não me fale em eternamente. Eternamente não existe. Não somos eternos em nada. Nada é para sempre. Tire isto da cabeça antes que seja tarde. O eterno; este está dentro de nós e não fora disto. Eternas lembranças que ficam. Eterno amor que aconteceu. Eterna dor de te perder. Eterna saudade de uma vida que partiu para não se sabe onde. Tudo é terno quando pertence à mente. Não é eterno: o pé de pinheiro, a beleza da sua juventude, o rio são Francisco, casamento, namoro, noivado, amizade, o seu papagaio o meu, o seu irmão o meu, o seu pai o meu, sua mãe a minha, meu filho o seu, sua avó a minha, seu cachorro o meu, minha gata a sua, você e eu..........................

A mão que se estira para a janela do carro é uma mão que merece uns trocados que não vai deixar você nem mais rico nem mais pobre. A mão que não deve ser ignorada só porque esta ali sem trabalho ou porque é uma mão jovem demais. Aquela mão é uma mão que não teve oportunidade na vida de ser nada alem de uma mão pedinte a espera da sua compreensão pelo que ela esta precisando.

Francis.


Encontrei te em outro tempo. Era tempo de vida com fronteiras. Não para o vento. Pois o vento que soprou seu varal de roupas novas foi o mesmo que balançou o meu de roupas usadas. Triste pensar que você me deixou por eu ser uma roupa usada. O vento é meu é seu é de todos. Ele toca na sua roupa nova, na minha roupa velha. Ele toca em todas as roupas que cruzarem o seu caminho... Seja como o vento, toque o que estiver no seu caminho sem distinção.Mas toque no sentido de tocar apenas. Toque com uma ajuda que não precisa ser vista apenas sentida. Ajude aquele que cruzar o seu caminho, sem distinção de idade, raça, cor ou credo; se um ser precisar de ajuda, ajude.
Francis

É viver sob a natureza. Acordar com o canto dos pássaros. Dormir com a lua tocando a sua janela. Tomar suco de abacaxi com hortelã. Ler ótimos livros. Assistir filmes romanticos nos fins de tarde. Comer peixe na Ilha Comprida. Saber que o mundo é feito por você. Você é quem faz a sua vida ser ou não, a melhor possível.
Francis