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sexta-feira, 25 de março de 2011

Contos








O velho Rafael
Conto I
Permanentemente com um cigarro queimado pela metade entre os dentes. Detalhe marcante desta pessoa. Andava apressado, sem precisão. Uma magreza que levantava suspeita. Seu rosto era fino, lembrava um galho de árvore seco vagando no ar preste a cair. Seu olhar perdido de moribundo terminal aumentava a sensação de que realmente ele vai cair a qualquer momento. Mas o que mais impressionava, era se rebolado desconexo. O velho Rafael vivia bêbado a qualquer hora do dia e da noite. Diziam a voz do povo da fazenda que ele bebia pinga no lugar de água desde seus tempos de mocidade. Era viúvo. Tinha três filhos.
Seus três filhos não ficaram fora do noticiário local. O mais velho se chamava André. O segundo era uma filha. Tinha dezoito anos, e tinha o nome de Neneca. E o mais novo coitado, havia herdado os males que a aguardente e o fumo causam ao ser em desenvolvimento. Havia nascido cego de um olho, e outro quase que não conseguiu ser formado, e mesmo em formação em todos os sentidos, era com ele que o menino via o mundo, e só que andava de lado para ver melhor. Mas não era só. Uma de suas pernas não cresceu, e andava manco. E por isto e por muito mais, todos os chamavam de Ceguinho-doido. Pois além de todos estes disformes no corpo, não falava nada com nada, apenas rosnava seus intentos a todos que encontrava.
Andre era o único que se aproximava da perfeição, se é que isto fosse possível naquela família. Bem que ele se esforçava, mas seus problemas existiam e não era possível esconder da humanidade. Ele era um fumante desde a tenra idade. Isto era visível a qualquer olhar. Seu porte esquelético, e seus dentes pretos; impossível esconder quando sorria algo que fazia com freqüência.
E quando chegamos a Neneca, um caso sério. Muito sério mesmo. A pobre sabia, era muito inferior a todas as mulheres do mundo, no quesito beleza. Era baixa. Pernas em formato de épsilon é aquela letra do alfabeto após o G, isto mesmo. A menina era de causar dó. O cabelo ralo se contava os fios eram da cor da sua pele, um moreno pálido doente. Boca torta, dentes entremelados, olhos vesgos profundos. Era uma criatura que dificilmente chamaria a atenção do sexo oposto, exceto para chacotas, ou aqueles que têm mais coração, sentiriam muito dó por ela ter nascido este negocio.
Mas o dito popular tem lá sua supremacia, e não falhou. E tudo na vida tem seu par. E Neneca havia encontrado o seu.
Batuíra um trabalhador braçal da Fazenda Guatiaia, onde todos vivem, viu em Neneca a chance de ser eleito. Ele também não era La estas coisas, e todos os demais peões o elegeram o peão mais feio e baixo da fazenda. Por causa de sua altura, não trabalha no corte da banana, e sim apenas na capina e serviços gerais que envolviam a cultura.
Neneca não titubeou diante do pedido de ir morar no barraco de couro do Batuíra La no meio do bananal. Ela largou o lar do pai, sem mesmo saber se este iria ou não concordar com isto. Não perderia esta chance de se livrar daquele bêbado por nada.
Os dias de macho realizado foram perfeitos para Batuíra. A menina era limpa, e fazia boas comidas, e era econômica, coisa muito importante para ele, já que não ganhava aquelas coisas.
Mas Neneca não era apenas deformada por fora, por dentro também. E isto era impossível de se saber. Nem mesmo ela sabia. E no oitavo mês de gestação, Neneca começou a passar muito mal. Batuíra largou seus afazeres no bananal, e foi em busca de ajuda. O Zecão foi levar Neneca para o hospital, onde cara ficou internada.
Os esforços dos médicos foram em vão para salvar a mulher. Neneca e o filho morreram poucas horas depois de chegar ao hospital.
Batuíra estava inconformado. Mas a explicação do médico era a verdade. Neneca jamais poderia dar a luz. Não poderia se quer ficar grávida. Ela não tinha útero para isto. Este era atrofiado, e vários outros problemas apontados pelo médico que Batuíra deixou de mencionar.
. Algum tempo depois da morte de Neneca, André partiu. Entendeu que ali na fazenda não era o seu lugar. O velho Rafael havia na verdade perdido dois, dos seus três filhos. O que tinha ficado era um filho problemático. As vezes acordava de manhã aos prantos, e sai em desespero pela porta da frente. Somente alguns dias depois era que algum peão o trazia de volta. O pobre estava em estado deplorável. Semi-nu, enlameado pela chuva que caira, e faminto.
Poucos anos depois, o Velho Rafael foi encontrado a beira da morte. Travado sobre a tarimba, apenas alimentado pela pinga, implorava por água. Mas o doido não entendia, e como a vida inteira viu o pai bebendo a água que estava na garrafa, quando o pai pedia água,agora de verdade, este lhe servia a bebida. Percebendo que não tinha outro jeito, acabou morrendo bebendo pinga e não água, como tanto queria naqueles últimos momentos de vida.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Contos do João Mateiro



A estrada pavimentada tinha chegado ao fim. A esquerda inicio de outra via, só que de terra. Uma mistura de cascalho bruto com barro avermelhado com feição denso bravio.

Quanto tempo havia se passado, mas a estrada ainda estava com a mesma aura dos tempos em que tudo aconteceu. Ainda sinto neste começo de estrada, a mesma emoção vivida na ocasião.

Sou um caminhante. Ando por esta vida colhendo historias de viventes que um dia passaram por esta estrada. Por obra, talvez do destino, de fatos alheio a nossa compreensão, muitos deste que caminharam a meu lado, tomaram outro rumo; desaparecendo pra sempre. Mas o que importa é que eles deixaram suas historias para trás, e eu resolvi contá-las. Sou João Mateiro, e vou contar meus contos sem ter medo de contar nada.

João Mateiro.

guilolobay. escritora dos tempos

guilolobay. escritora dos tempos

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Paz, felicidade e amor






Paz, onde ela está? Felicidade, onde encontrar? Amor, fácil sentir.
Quer saber, hoje ao ouvir o sonoro lírico, suave canto de um pequenino pássaro pousado numa das árvores do meu quintal... Sem palavras. Foram mil anos luz vezes emocionantes o canto que eu ouvia, que nenhuma palavra por mais doce que ela fosse, não seria o suficiente para tirar a beleza do canto do pássaro. Era a paz tocando minha alma. A felicidade estava ali naquele canto. Senti amor por tudo, pelo próximo, pelos meus, e principalmente por Deus. Porque sentir a natureza te tocando, é sentir Deus por ti. Não é preciso entrar nas igrejas que hoje estão se multiplicando feito erva daninha, matando o amor de muitos pelas suas famílias. Não seja enganado, servir a Deus é simples e muito fácil. Basta cada um crer e ter fé na sua existência, fazendo o que todos sabem, o bem, e claro, abster-se do grande mal do momento; dinheiro. Não mate e nem tão pouco morra por dinheiro. Dê dinheiro para os que te pedem. Faça como meu marido, ande sempre com moedas ali do lado do assento do veículo, e assim que alguém de estirar a mão pedindo o maldito do dinheiro, o entregue sem qualquer censura. Agindo assim você estará demonstrando que não tem a menor afeição por quem só espalha desgraça nas famílias de hoje. Seja real, simples e feliz consigo. Plante muitas árvores no seu quintal. Se for muito rico, divida com os necessitados, e não der nada para os chamados “pastores”. Estas gentes estão confundindo muita gente a respeito de Deus . Seja feliz.
Francis

quarta-feira, 5 de maio de 2010

guilolobay. escritora dos tempos: Meu filho


guilolobay. escritora dos tempos: Meu filho

Meu filho


Meu filho

Só você faz meu mundo parecer diferente. Meu tempo com você é verdadeiramente um conto de fadas real, Eu a rainha do lar, e você nosso príncipe da casa. Seu pai é seu amigo desde seus primeiros dias de vida na terra. Ele o reconheceu, mesmo antes de ser apresentado pela enfermeira que, diante de vários recém-nascidos achou esquisito que uma pessoa fosse reconhecer o filho sem que este tenha sido apresentado. Nestes tempos difíceis tenho contado muito com a ajuda de Deus para vê-lo livre de todos os males que estão assolando nossa juventude. Sou uma mulher de fé. Cada dia que passa vejo você meu filho, um homem. Tenho medo de perdê-lo o tempo inteiro. Mas sei que um dia você será um homem como qualquer outro, com sonhos realizados e com outros para serem. Meus medos serão multiplicados. Enquanto que você será cada vez mais um homem tratando de sobreviver numa sociedade cada vez mais desumana, que não tem mais tempo para ensinar, mas apenas de condenar tudo e todos pelos seus feitos. Filho sou sua eterna mãe com eternos medos. Não tem uma mãe que não sinta se quer uma pitada de medo na vida por um filho. Não há no mundo uma mãe que não tenha medo ver o filho envolvido com uma vida que ela sabe que não é boa. Sou extremamente mãe. E tenho muito que dizer ao mundo que ser mãe é antes de tudo uma virtude conquistada. E conquistar algo na vida requer muito trabalho, obrigações, abandonos, renuncias, e muita mesmo fé em Deus. Te amo filho. Seu pai também te ama muito.

Francis e Ruben

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Eternamente



Não me fale em eternamente. Eternamente não existe. Não somos eternos em nada. Nada é para sempre. Tire isto da cabeça antes que seja tarde. O eterno; este está dentro de nós e não fora disto. Eternas lembranças que ficam. Eterno amor que aconteceu. Eterna dor de te perder. Eterna saudade de uma vida que partiu para não se sabe onde. Tudo é terno quando pertence à mente. Não é eterno: o pé de pinheiro, a beleza da sua juventude, o rio são Francisco, casamento, namoro, noivado, amizade, o seu papagaio o meu, o seu irmão o meu, o seu pai o meu, sua mãe a minha, meu filho o seu, sua avó a minha, seu cachorro o meu, minha gata a sua, você e eu..........................

Esmola



A mão que se estira para a janela do carro é uma mão que merece uns trocados que não vai deixar você nem mais rico nem mais pobre. A mão que não deve ser ignorada só porque esta ali sem trabalho ou porque é uma mão jovem demais. Aquela mão é uma mão que não teve oportunidade na vida de ser nada alem de uma mão pedinte a espera da sua compreensão pelo que ela esta precisando.

O ser confiável



É confiável o ser de hoje? Por um milhão de motivos devemos não confiar em nada do que sai da mente de um ser que acabamos de conhecer. Não é confiável mesmo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eu passei em Ana Dias


Há bem pouco tempo. Para ser mais exata, há dois dias, passei em Ana Dias. Apenas identifiquei parte da Serra que outrora adentrava para seguir para casa após sair da escola que ficava em Ana Dias. O tempo estava pálido. Novos tempos contrapõem com velhos tempos a cada olhar. Perderam-se meu caminho e o povo de uma época já não existiam mais.

quarta-feira, 10 de março de 2010

palestra

Acabo de participar de uma palestra administrada pela médica ginecologista, Dra. Ana Maria da Silva. Grande criatura. Grande pessoa. Sim o título da palestra – A força criativa da Mulher na idade Madura. Parece muito simples? Muito mais complexo do que se imagina,esta frase coloca a mulher e homem na beira do abismo que é o começo do fim de nossa jornada na terra. É , mas como já estamos maduros, claro que não vamos nos jogar por qualquer coisa neste abismo que é o destino final obrigatório de toda raça. Se por acaso fizemos algo de errado na vida; reconhecemos nossos erros e procuramos não errar mais. Se levarmos um fora de marido, ou mulher; paciência e muiiiiiiiiita calma, o mundo tem vários de nós a espera de um dia ser requisitado por qualquer eventualidade. O namorado, namorada ,amante nos deixou sem mais nem menos; derrama-se as lágrimas que for necessário e pé na estrada que ainda temos tempo de alcançar novos amores.... Gente é para isto que serve a maturidade, para se viver mais e melhor. Envoltos nesta condição, o ser maduro vai compreender com mais racionalidade os obstáculos que a vida coloca nos nossos caminhos. E não são poucos. São as vezes obstáculos terríveis. Após certa idade, se compreende com exatidão o que pouco se compreendia na idade em que se acha de sabe de tudo mas não se sabe de nada. É por volta de certo tempo de vivencia que percebemos o quão éramos infantis em certos aspectos. Certos assuntos mal resolvidos, com a idade chegando na casa dos anos resolvemos melhor. Ter esta percepção de amadurecimento é no mínimo à melhor coisa da vida. Viver sempre aprendendo. A vida é uma escola aberta que não cobra pelo que ensina mais cobra caro daquele que não aprende o que a vida ensina. Foi abordada também a desvalorização que o homem tem empregado contra a natureza, e a valorização extra-grande pelo dinheiro. Entre estes dois há muita diferença e eu sei pelo menos uma delas: o dinheiro trás destruição e as vezes não, basta para isto saber lidar com ele e não ele a transformando em escravo . A natureza. A natureza é a coisa mais perfeitamente exata da nossa vida. Vem dela a nossa saúde, nossa felicidade, nossa longevidade...E muito mais, muito mais do se imagina inclusive nossa salvação. Basta se amar a natureza e você será absolvido de muitos pecados e até de todos se você amar de verdade a tudo que Deus criou. E para finalizar, a Dra. Ana disse uma coisa óbvia; tudo que esta se vendo, destruição pelas águas de chuvas descontroladas, fogos desembestados queimando tudo que encontra ao longo do seu caminho, montanhas derretendo-se e cobrindo vilarejos que encostaram demais nelas, o que não deveriam ter acontecido... Foi um tema aberto, abrangente e esclarecedor. O individuo de hoje esta pelo menos aos poucos se dando conta que viver sem a natureza não vai ser possível. Destruir a natureza é o mesmo que destruir-se a si próprio. E para que isto e muito mais aconteça, vamos ter que voltar amar a Deus e ao nosso próximo. Parece-me que vai ser a única saída. Sei que vai haver discordâncias, mais um pouco de humildade no coração e logo se vai perceber o que muitos (Graças A Deus) já perceberam que não tem como se caminhar sem o temor, não há como viver sem Deus. Porque, o individuo que mata pelo dinheiro, tira vida de uma criança pelo prazer doentio, gente retendo riqueza a qualquer custo querendo ficar rico... Pode crer, este não é o que Deus quer de ninguém.

Francis.

terça-feira, 9 de março de 2010

Eu senti



Anos atrás, quando visitei o Chile. Estava a passeio com meus tres filhos, ainda crianças. Meu esposo é chileno e não estava nos acompanhando por motivos de trabalho. Eu visitava uma tia. O lugar era fora da cidade. Era campo, e os serros, como são chamadas as serras por lá, estavam por toda parte. Era um lugar incrível. Muito sol, lhamas pastando tranqüilamente, alguns eqüinos maravilhosos estavam ao lado de uma espécie de lago perdido ao pé dos serros. Uma quantidade imensa de pássaros e aves aquáticas voavam com a presença das pessoas. Bom, mas diante de tanta beleza natural há de se pensar que tudo nesta vida tem um preço. E o preço de estar ali, viver naquele país andino é bastante alto. Pois quando o dia amanhecia sob um céu límpido, de sol claro e temperatura amena...Meus filhos dormiam, bem o pessoal da casa estava ainda em seus dormitórios. Eu estava na porta da cosinha, e falava com uma prima que estava sentada a mesa. Eis que de repente ela anuncia com frase curta e forte: - Esta temblando. Deus de repente a casa inteira começou a dançar sob passos desegonzados sobre a terra. Era uma dança feia, onde logo todos da casa ao sentir o ritmo da dança saiam correndo para não dançar sob pedras e tijolos que era muito provável que desprenderiam a qualquer momento. Cada pessoa buscava um destino e eu não sabia o meu. Mas logo descobri. O meu destino era seguir para o quarto onde meus filhos dormiam. Foi tudo muito rápido e de efeito extremamente duradouro. Chegando perto das crianças, eu mal podia ficar de pé, dançava sem querer dançar, meus passos eram dois pra lá e nenhum pra cá, cai sobre a cama, lutava contra um monstro invisível que era a força da natureza. Tentei retirar meus filhos da cama, duas três, quatro vezes...Os quadros da paredes estavam se balançando, os pés da cama corriam de lado para outro, nossa a cama estava carregando meus filhos para onde pelo amor de Deus... Ufa. Silencio. Passou. Todos voltaram para dentro de casa. O monstro foi embora tão rápido como foi seu surgimento.

Ficou-se se sabendo pelo noticiários que fora um temblor de 5. graus na escala. Bem forte e assustador para mim, e para muitos outros era apenas um prognóstico de outros graus maiores que já haviam passado.

Vocês imaginam como deve ter sido este de agora, de 8 graus e pouco. Meus Deus eu teria sofrido avarias diversas no pisiquico. Ou até muito mais que isto. Gente não é nada bom sentir a terra se movendo como uma folha de papel. Não é nada bom acordar sendo chacoalhada feito lençol no varal. É aterrorisante sentir a terra se mover como se fosse uma gelatina frágil e doce. Uma coisa eu sei, vou pensar duas vezes mais em morar no Chile.

Francis







sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O TEMPO



Deixa o tempo passar. Quanto mais tempo passar na sua vida maior é a chance de você se tornar um velho com muitos tempos passados.







        
E para quem esta fazendo dieta.

Este gostoso suco natural.

Suco de cenoura com abacaxi.

1 xícara de chá de cenoura ralada.
2 xícara de abacaxi em pedaços.
1 colher de sopa de suco de limão.

Bata tudo no liquidificado e sirva imediatamente.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Um ser amigo


Encontrei te em outro tempo. Era tempo de vida com fronteiras. Não para o vento. Pois o vento que soprou seu varal de roupas novas foi o mesmo que balançou o meu de roupas usadas. Triste pensar que você me deixou por eu ser uma roupa usada. O vento é meu é seu é de todos. Ele toca na sua roupa nova, na minha roupa velha. Ele toca em todas as roupas que cruzarem o seu caminho... Seja como o vento, toque o que estiver no seu caminho sem distinção.Mas toque no sentido de tocar apenas. Toque com uma ajuda que não precisa ser vista apenas sentida. Ajude aquele que cruzar o seu caminho, sem distinção de idade, raça, cor ou credo; se um ser precisar de ajuda, ajude.

Francis

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Dia que não se espera chega



 

O
 Meu tempo não era tempo de ir. Minha vida era minha vida. Mas, de repente tudo se acaba. O mundo não era mais meu lugar. Aqui no mundo, ficou tudo que eu plantei. Coisas que eu ainda nem colhi, vai se perder, por que somente eu sei como colher. O que eu tanto queria agora já não me interessa mais. Meu ser não é mais ser daqui. Quando se acaba o tempo aqui. Vou para uma vida que não sei. Meu viver era lindo aqui. Tenho tanto que ainda sentir. Tenho tanto ainda que viver. Será que era o tempo? Por que não?Sim! Era tempo de ir. Era só uma questão de tempo. O meu viver aqui. Nesta terra de viventes sem tempo certo de tempo na terra. Eram meus antes queridos ali naquele canto! É... Eles choram por mim. Choram por minha ausência sem fim. Foi o meu fim aquele dia. Por que entrei naquele avião. Por que; eu não sei. Só sei que era madrugada. Todos dormiam. Sobre o Oceano sem luz o avião cruzava. Deus era meu dia e o Senhor não me avisou. Nem a mim e nem a todos aqueles que estavam naquele avião. O começo numa nova vida que prometia, começava por aquele avião que na verdade me estava era levando para outra vida que jamais pensava em ir; não naquele dia, não naquela hora; nem naquele momento. Momento. Que são momentos, se não pedaços da vida que vai passando conforme o tempo. E por aquele tempo que passava, estávamos passando. Mal sabia que tudo que se prometeu, ia ficar apenas nas promessas sem tempo de cumprir. Meu caminho para outra vida melhor. Vida melhor do que esta que eu estava vivendo, ficou na memória dos que ficaram. Era a vida se elevando de um espaço para pousar em outro com oportunidades que neste espaço eu não estava tendo. Promessas. Que bobagem se crer em promessas. Eram somente sonhos que acabaram se afundando no mar junto com o sonhador. Deus era meus os que sonhos que se afundaram. Eram sonhos lindos. Mais por quê? Mais por que se morrem? Da próxima vez vê se avisa. Não, não pode. Temos que andar com a hora da morte do lado. Temos que ser o tempo todo disponível. Ame o tempo inteiro a vida que vive ao seu redor. Edifique uma vida que as intempéries do tempo não causem dano. O seu viver é pouco. Seu tempo a qualquer hora é chegado. Seus castelos não serão aceitos. Seus ouros desprezados. Suas glorias inutilizadas. Mas o que o seu coração carrega é tudo que vai lhe servir após o dia que você se for. Senhor eu estava no avião que caiu no atlântico. Mas aquele não era o meu dia. Quem mandou aquele avião cair. Meu Deus eu tinha muito que fazer. A terra era a minha vida. Eu não sabia que tudo iria acabar naquele dia. Sou bastante bom sabia. Bons também se vão, sabia.  

Francis.

O bom da vida





É viver sob a natureza. Acordar com o canto dos pássaros. Dormir com a lua tocando a sua janela. Tomar suco de abacaxi com hortelã. Ler ótimos livros. Assistir filmes romanticos nos fins de tarde. Comer peixe na Ilha Comprida. Saber que o mundo é feito por você. Você é quem faz a sua vida ser ou não, a melhor possível.

Francis 

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Banzé( Conto de cachorro)








Banzé

Pequeno, tímido.
Sem raça definida.
Branco. Tem algumas manchas pretas espalhadas ao longo do corpo.


Não lembra onde nasceu.
Quem o colocou nas ruas.
Sabe apenas que cresceu nas calçadas e parques da cidade.

Passa o tempo farejando lixeiras. Rompendo os sacos de lixos que se encontram largados sobre as calçadas.
Da um trabalhão para as donas de casa.

Por sorte ainda não fora recolhido pela carrocinha.
Bem que o homem do cachorro quente adoraria.

As humilhações e as desumanidades eram tantas, que havia tirado da mente a esperança de um dia encontrar um lar. Um dono. Uma dona.

Ah! A culpa estava na vida tumultuada dos viventes de grandes cidades. É difícil encontrar alguém com tempo nestes lugares.
Os passos são apressados. E os dias nem se fala, passam voando.

Ninguém olha mais para o verde das árvores. Elas estão nos parque, canteiros e calçadas para que tenhamos uma melhor qualidade de vida, que ninguém se esqueça disto.
As flores do jardim são ignoradas; os cantos das aves se perderam no espaço fumarento.
O sorriso de uma criança não é prioridade.

E quando tudo parecia perdido.
Eis que surge uma chance.

Deitado na grama do parque. Faminto e com sede. O mundo girava feito redemoinho.
O barulho dos passos apressados haviam se transformado em pisadas de uma manada de elefantes passando pelas calçadas apertadas. E o insistente chamado que ouvia, por um momento pensou se tratar do dono do cachorro quente querendo o transformar em salsichas a serem servidas no próximo cachorro quente.

A nuvem branca que esta bloqueando sua visão, por um breve instante; se dissipou.
Viu então uma senhora. Ela tinha ar de estar falando sério:
- Psiu!
- Psiu cachorrinho! Olha o que eu trouxe para você. Um suculento almoço.
Este responde com um olhar tímido:
“Acho que é disto que estou precisando para acordar.”
“Como foi que esta senhora adivinhou?”
- Quando passei ontem aqui eu estava com muita pressa. Mais prometi que hoje voltaria para lhe trazer comida.
Foi amor a primeira vista. No outro dia, o cachorrinho estava dormindo num felpudo tapete, rodeado de atenções. Recebeu até um nome:
-Banzé.
O cachorrinho achou “bonitinho”.
E logo se acostumou com o nome. Ela também se apresentou:
- Eu me chamo Iraci. Agora eu vou trabalhar. Sua comida e a água estão ali na cozinha. Se comporte amiguinho e cuide da sua nova casa.


Banzé não economizou tempo.
Desfrutou de sua nova liberdade. A liberdade de viver entre quatro paredes.
Subiu no sofá.
Visitou os quartos. Correu de um lado a outro da casa, até cair cansado no seu canto de dormir. Despertou com Iraci a seu lado:
- Oi Banzé! Vamos tomar um arsinho na praça?
Banzé aprovou a idéia. Sim, ele queria muito passear nas ruas e parques, que apesar da vida ser bem melhor fora deles, não os esquecia.
A praça estava livre e convidativa. Iraci havia colocado uma corrente longa na coleira presa ao pescoço de Banzé.
Este corria feito louco. Fazia xixi sem parar. Não ficava um poste sem ser benzido.
Correu atrás das pombinhas. Até apostaram uma corrida. O último a chegar ao pé de goiabeira era a mulher do padre. A pombinha ganhou.
Até o casal de cachorros de raça que viviam atormentando a vida de Banzé, estavam lá. Eles eram mesmos incorrigíveis nas suas avaliações:
- Olhem só o vira-lata!
- Uh! Adotaram o pulguento.
Banzé não deu a mínima para os comentários caninos. Ainda bem que Iraci já estava voltando para casa.

Banzé não percebia, mais algum tempo depois, eram anos. E este tempo eram exatos três anos. Iraci e Banzé eram agora muito unidos.
Ele tinha um carinho muito especial por ela.
Fazia mil peripécias quando estava ao lado dela. Latia sem precisão. Balança a cauda sem cansar e por uns instantes tentava alcançá-la. Sem chances, o rabo também ganhara como as pombinhas La no parque.
A vida de Banzé se transformara em uma festa permanente junto de Iraci.

Era uma manhã de domingo. As ruas estavam aparentemente desertas. Pássaros saltitando nos muros, cantando sobre os telhados. O sol se espalhava por toda a cidade.
Banzé e Iraci se preparavam para irem para mais um passeio matinal na praça.
Cansada de ver Banzé preso a uma corrente, ela a retira:
- De hoje em diante, ficarás livres para ir e vir meu querido amiguinho.
Como qualquer cão que se preza, Banzé saltou de alegria. Coçava as orelhas, a barriga. De repente surgiu coceira pelo corpo inteiro.
Ele correu para ficar ao lado do portão, pois sabia que este seria aberto a qualquer instante.
Iraci abriu o portão. Aconteceu tudo muito rápido a partir daí.
Banzé não sentindo a corrente lhe prendendo o pescoço, correu para a calçada. Sem, no entanto olhar para os lados, como deve se feito quando se vai cruzar uma rua por onde passam veículos; atravessou.
Banzé atravessou no lugar errado, na hora errada também.
Na metade da rua, ele sentiu o impacto mortal. Vieram da calçada, os gritos de Iraci em seu socorro:
- Banzé! Meu Banzé Zinho!
O carro que atropelou Banzé, o levou preso no pára-choque.
Foi parar no farol. Parou porque este estava fechado para ele.
Neste mesmo ponto, Banzé desprendeu-se, La ficando no asfalto frio da manhã gelada e ensolarada.
Iraci correu. Ergueu Banzé nos braços:
- Banzé ainda vive! Meu Deus Banzé ainda está vivo.
Era um milagre Banzé ter sobrevivido a tão grande impacto.
Iraci levou Banzé no prime iro veterinário que encontrou.
Banzé estava muito ferido, mas estava vivo, e isto era que estava importando para Iraci.

Depois de examinar minuciosamente a vítima, o veterinário não teve dúvidas em afirmar:
-Não podemos fazer mais nada. O melhor a fazer, é sacrificar este animal. Não vai doer nada. E o gasto vai ser muito menor.
Iraci não estava acreditando no que estava ouvindo. E protestou energeticamente:
- Como assim, o gasto vai ser menor! Quem disse para o senhor que quero economizar para salvar meu cachorrinho. Estou disposta a gastar o que for preciso para salvá-lo e não me venha com discurso de gente preguiçosa.
- Calma senhora. A senhora não entendeu.
- Entendi muito bem sim. E o burro aqui é o senhor de pensar que estou me preocupando com dinheiro.
- Tente se acalmar mina senhora. Seu cachorro esta condenado. As pernas foram seriamente afetadas. O aparelho digestivo foi inteiramente comprometido. Sem falar que se ele for salvo, não andará e nem poderá se alimentar sozinho.
- Não se preocupe com estes detalhes. Porque se o doutor me entregar ele vivo, o resto ficara por minha inteira responsabilidade.


Depois de quase dois meses, Banzé reapareceu na praça.
Realmente a vida de Banzé mudara e muito após o acidente. E isto era um fato visível.
Banzé agora estava vendo o mundo de outra maneira.
Como havia previsto o médico, Banzé, não andava. Estava se alimentando com a ajuda de Iraci.
Iraci, por outro lado, ousou e abusou da sua criatividade para agradar seu amiguinho. Banzé correspondeu a tudo que lhe vinha com resignação e amor.
E Banzé adaptou-se bem a nova vida.
Para ele se locomover. Iraci construiu um carrinho tipo rolimã. Diferenciava-se do rolimã porque havia neste uma lateral proeminente que era preciso para segurar Banzé, que mal podia se mexer. Com este carrinho feito rolimã Banzé resolveu seu problema de locomoção.
Com relação à alimentação. Banzé era alimentado através de um pequeno furo na garganta. Iraci ali injetava a alimentação necessária.
Iraci havia encontrado uma pequena casa para alugar próximo do trabalho. Tudo para ficar mais perto do amigo. Pela manhã alimentava Banzé e realizava o seu asseio. No almoço, vinha rapidamente trocar o amigo, e lhe dar água e alguma coisa para alimentá-lo. E a noite acontecia à última refeição.
E claro, os passeios na praça estavam sendo possíveis novamente.
Iraci fazia questão de fazer a vida de Banzé valer apenas. Nos passeios fazia o carrinho correr ligeiro pelas alamedas verdes da praça. O canto das aves complementava este bem estar. Havia até o tradicional deslizamento de rampa. Iraci soltava o carrinho com segurança numa rampa, e corria ligeiro para esperá-lo na chegada. Nesta hora Banzé sentia que ao invés de pernas, agora tinha assas.
Os dois acabavam deitados sobre o gramado. A emoção era tanta que Iraci se cansava.

Dez anos se passaram.
Banzé e Iraci. Nada havia mudado entre eles, com relação à amizade. Mas com relação ao tempo, sim. As vidas dos dois haviam passado com o passar do tempo.
Banzé já não era o mesmo. Iraci por outro lado, sentia o peso da idade lhe tocando firmemente a cada passo que dava. Os passeios na praça estavam raros. Na verdade eles não eram mais possíveis. Banzé sabia que seu tempo era menor do que o de Iraci. Fazia sentido. Ele era o que não podia mais passear.


Iraci estava de saída para o trabalho. O amanhecer estava pálido. Observara pela janela que o dia estava encoberto. Sentira esta mesma falta de claridade no olhar de Banzé.
Ao chegar a casa para almoçar. Com o termino da realização dos afazeres, Iraci se prepara para voltar ao trabalho. Na despedida, além da frieza, identificou um triste adeus no olhar brando de Banzé. Ele parecia esta querendo lhe dizer várias coisas. Talvez estivesse lhe agradecendo. Iraci que sempre compreendia os pedidos do amiguinho, agora estava pressentindo, no entanto, uma coisa diferente, que não era um pedido, mais sim um olhar de despedida. Percebendo a triste condição do Banzé, desconfiou que talvez não encontrasse mais o amigo com vida quando retornasse para casa no final do dia.
Quando Iraci retornou, a noite tinha tomado conta da cidade.
Dentro de casa, o tempo que havia levado o dia, também havia levado Banzé consigo.
Iraci enterrou Banzé no fundo do quintal, sob o pé de uma árvore.
E agora todas as manhãs os pássaros cantam pousados nos galhos das árvores canções que ficam como o tempo, se repetindo o tempo inteiro.

Francis Nascivalen

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Para sempre.

Olha amor não se misture. Não tente ser aquele ser que não entra em mim, a não ser através das linhas da minha imaginação e que se acaba no ponto final de uma, das muitas das minhas criações. Meu vasto mundo de - faz-de-conta é inofensível, é invisível, somente se deixa ver por mim. Tenho acesso restrito. Uso de todas as imaginações lá contidas. Tente entender amor de minha vida, que além deste mundo em que juntos habitamos, possuo outros mundos que vão nascendo e morrendo sob movimento retilíneo da desenvoltura de um conto, história romântica ou de uma simples crônica. É difícil para uma pessoa complexa como você, entender este lado obscuro, de que é feito um criador de fábulas. O que é mais complicado ainda, é conviver com as palavras que saem, sabe-se lá para que realidade, a da imaginária ou real. Amor não se importe com nada que vem sob forma de contos, porque é para lá e somente pra este fim que elas são destinadas. O que vem para você são todas as realidades que compartilhamos a luz do dia de cada dia que vivemos. Não corra o risco de se perder nalgum episódio que me escapa, mas que logo o corrijo ou o apago. Amor você não é um personagem, é um ser real de minha historia real. Tente dormir sem pensar no que a escrita te falou, pois ela está obedecendo a outros lados e não o seu. Deixe meu ser construir as historias que não são minhas, mas suas e de todos que quiserem tê-las. Amo-te.
Para sempre,

Francis

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Inferno é aqui









O que faz a gente pensar que o inferno é aqui? Mas como não Pensar? Pode ser que o inferno seja uma produção independente. Cada um produz o seu "inferno" ou se quiser, o seu "céu". Sei produzir os dois; eu confesso. Mas porque existem aqueles que preferem apenas criar e viver e levar a vida no inferno. Somos semideus. Sabemos tirar a vida do próximo como se estivéssemos matando o mais ínfimo ser vivo da terra. Talvez as justiças da Terra estejam fora de controle. Quando se inocenta o Todo Poderoso do congresso que roubou "milhões", e prende o ladrão de galinha sob duras penas... Talvez seja esta ai a resposta, de que a lei não esta sendo usada corretamente por nós. Morremos nas mãos dos ladrões, fácil,fácil. Para eles esticar o pescoço de um é tal qual estar esticando o pescoço de um empenado. O negócio é  ver o bicho se batendo até morrer. Deus como esta sendo difícil viver ultimamente sob estes tristes prognósticos .

Francis

Com eles não há Depressão.

Eles são nossos anjos da guarda. Os cachorros passam o tempo inteiro nos livrando dos males. Uma casa sem a presença deles , é uma casa de alvo certo para a bandidagem que esta atormentando a vida dos viventes de bem. Este maus elementos odeiam quando são descobertos. E por isto mesmo eles odeiam os cães. Adote um, e tenha paz na sua vida. Visite o blogdecachorrosabandonados.bolgspot.com

Interesses próprios.

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GUILOLOBAY , Escritora dos tempos.: Contos Assombrados

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Frases bíblicas

Aos romanos

05-05

E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo espirito santo que nos foi dado.

Orquídea selvagem

Orquídea selvagem
Orquídea encontrada na Ilha Comprida-SP Brasil

Canto dos pássaros. Fim do mundo.

Viver sem o canto dos passarinhos, não e viver, é morrer de tédio. As árvores são as casas dos passarinhos, e no entanto, diariamente elas são eliminadas da face da terra, assim como os próprios passarinhos. Sem casa, os passarinhos vão desaparecer da face da terra. Ou eles, ou nós. Na verdade nenhum de nós. Sem as árvores, assim como os passarinhos, se alguém aqui não sabe, tudo que existe na terra vai se acabar. Por isto não culpe Deus pelo fim do mundo. Bíblica mente, Deus quer o nosso bem. Mas como filho da desobediência, estamos nos auto destruindo sem perceber. Sem perceber, o nosso amor ao dinheiro, as luxurias, aos bens materiais, esta nos levando direto para o abismo sem volta. E o abismo se chama, a Destruição do verde, da Natureza meu amigo.

Você é a favor da maioridade penal? Porque?

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Tempos de todos

Tempos de todos
O olhar busca nos mínimos detalhes até encontrar, o que o tempo levou.

Só você.

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Só Você .É o guia dos seus dias. Tem a verdade do que aconteceu naquele dia.Sabe o que fazer para não repetir um mal sucedido..

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Quem você pensa que eu sou.

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Eles são terrivelmente sentimentais. Nunca, nunca minta para eles.

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Pense em algum tempo

Compare tempos, investigue o que foi, e o que esta sendo. Tem alguma coisa de diferente, é possível mudar, ou esta assim porque é de alguma forma uma coisa ligando a outra sem ter como mudar. Um mundo criado, um mundo revirado, um mundo destruído.O que estamos fazendo para cuidar melhor deste mundo. O que não estamos fazendo. Primórdio dos tempos, quando é conveniente se relembra. quando não, se desdenha. Mas a vida é feita de lembranças, e o mundo de coisas que a vida necessita para existir.

Qualquer tempo do seu dia

Trocar de de modos. Faça o que você gostaria. Se entregue ao tempo para o tempo ser algum dia seu. Ser é ser capaz de ser . Ouvir de alguém alguma coisa que em seu tempo não ouvia. Mereça ser um ser servido. Buscar um novo tempo é melhor fazer antes que seja tarde.

A Viagem de volta.

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Um banho para se refrescar do calor de mais 35º

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Um calanguinho tomando banho na bacia de lavar louças de minha tia, no CE. Fofo

Viva sem pressa.

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Tudo vira no tempo certo.

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