Um mundo de ideias e de lição de vida. Creia, Deus faz e desfaz. Deus cria e destrói.
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Era tempo de você voltar. Os dias estavam longos. As noites frias. Ao longe esta música tocava a minha alma. Ela anunciava o fim de tudo. Tu...
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Veja esta foto. Não parece mais é a Regis . Aparentemente uma rodovia acima de qualquer suspeita. Mas esta aparência de calmaria não é durad...
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Qual destas pessoas literalmente foram parar dentro do rio depois que a ponte caiu. Bom mesmo é saber que ningué...
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DocesrealidadesdeGUILOLOBAY , Escritora dos tempos.: Calango da pedra. Lagartixa de casa. Ambos são um ... : Eu nasci e não cresci, aqui. ...
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É possível. Um anoitecer arborizado na cidade. Você é capaz de criar. Nós criamos. Porque eu e minha família construímos intercalando...
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Este pequeno texto ilustra bem uma pessoa que preferiu seguir a vida de "Crime". Eu tenho muito que pensar. Era tanto que pensar....
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O sertão era perceptível a tudo. Percebe-se por exemplo que ele não é um brasileiro nato. Este sapato com meia e tudo. Foi in...
sexta-feira, 25 de março de 2011
Contos
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Contos do João Mateiro

A estrada pavimentada tinha chegado ao fim. A esquerda inicio de outra via, só que de terra. Uma mistura de cascalho bruto com barro avermelhado com feição denso bravio.
Quanto tempo havia se passado, mas a estrada ainda estava com a mesma aura dos tempos em que tudo aconteceu. Ainda sinto neste começo de estrada, a mesma emoção vivida na ocasião.
Sou um caminhante. Ando por esta vida colhendo historias de viventes que um dia passaram por esta estrada. Por obra, talvez do destino, de fatos alheio a nossa compreensão, muitos deste que caminharam a meu lado, tomaram outro rumo; desaparecendo pra sempre. Mas o que importa é que eles deixaram suas historias para trás, e eu resolvi contá-las. Sou João Mateiro, e vou contar meus contos sem ter medo de contar nada.
João Mateiro.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Paz, felicidade e amor
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Meu filho

Meu filho
Só você faz meu mundo parecer diferente. Meu tempo com você é verdadeiramente um conto de fadas real, Eu a rainha do lar, e você nosso príncipe da casa. Seu pai é seu amigo desde seus primeiros dias de vida na terra. Ele o reconheceu, mesmo antes de ser apresentado pela enfermeira que, diante de vários recém-nascidos achou esquisito que uma pessoa fosse reconhecer o filho sem que este tenha sido apresentado. Nestes tempos difíceis tenho contado muito com a ajuda de Deus para vê-lo livre de todos os males que estão assolando nossa juventude. Sou uma mulher de fé. Cada dia que passa vejo você meu filho, um homem. Tenho medo de perdê-lo o tempo inteiro. Mas sei que um dia você será um homem como qualquer outro, com sonhos realizados e com outros para serem. Meus medos serão multiplicados. Enquanto que você será cada vez mais um homem tratando de sobreviver numa sociedade cada vez mais desumana, que não tem mais tempo para ensinar, mas apenas de condenar tudo e todos pelos seus feitos. Filho sou sua eterna mãe com eternos medos. Não tem uma mãe que não sinta se quer uma pitada de medo na vida por um filho. Não há no mundo uma mãe que não tenha medo ver o filho envolvido com uma vida que ela sabe que não é boa. Sou extremamente mãe. E tenho muito que dizer ao mundo que ser mãe é antes de tudo uma virtude conquistada. E conquistar algo na vida requer muito trabalho, obrigações, abandonos, renuncias, e muita mesmo fé em Deus. Te amo filho. Seu pai também te ama muito.
Francis e Ruben
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Eternamente

Não me fale em eternamente. Eternamente não existe. Não somos eternos em nada. Nada é para sempre. Tire isto da cabeça antes que seja tarde. O eterno; este está dentro de nós e não fora disto. Eternas lembranças que ficam. Eterno amor que aconteceu. Eterna dor de te perder. Eterna saudade de uma vida que partiu para não se sabe onde. Tudo é terno quando pertence à mente. Não é eterno: o pé de pinheiro, a beleza da sua juventude, o rio são Francisco, casamento, namoro, noivado, amizade, o seu papagaio o meu, o seu irmão o meu, o seu pai o meu, sua mãe a minha, meu filho o seu, sua avó a minha, seu cachorro o meu, minha gata a sua, você e eu..........................
Esmola

A mão que se estira para a janela do carro é uma mão que merece uns trocados que não vai deixar você nem mais rico nem mais pobre. A mão que não deve ser ignorada só porque esta ali sem trabalho ou porque é uma mão jovem demais. Aquela mão é uma mão que não teve oportunidade na vida de ser nada alem de uma mão pedinte a espera da sua compreensão pelo que ela esta precisando.
O ser confiável
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Eu passei em Ana Dias
Há bem pouco tempo. Para ser mais exata, há dois dias, passei em Ana Dias. Apenas identifiquei parte da Serra que outrora adentrava para seguir para casa após sair da escola que ficava em Ana Dias. O tempo estava pálido. Novos tempos contrapõem com velhos tempos a cada olhar. Perderam-se meu caminho e o povo de uma época já não existiam mais.
quarta-feira, 10 de março de 2010
palestra

Francis.
terça-feira, 9 de março de 2010
Eu senti
Anos atrás, quando visitei o Chile. Estava a passeio com meus tres filhos, ainda crianças. Meu esposo é chileno e não estava nos acompanhando por motivos de trabalho. Eu visitava uma tia. O lugar era fora da cidade. Era campo, e os serros, como são chamadas as serras por lá, estavam por toda parte. Era um lugar incrível. Muito sol, lhamas pastando tranqüilamente, alguns eqüinos maravilhosos estavam ao lado de uma espécie de lago perdido ao pé dos serros. Uma quantidade imensa de pássaros e aves aquáticas voavam com a presença das pessoas. Bom, mas diante de tanta beleza natural há de se pensar que tudo nesta vida tem um preço. E o preço de estar ali, viver naquele país andino é bastante alto. Pois quando o dia amanhecia sob um céu límpido, de sol claro e temperatura amena...Meus filhos dormiam, bem o pessoal da casa estava ainda em seus dormitórios. Eu estava na porta da cosinha, e falava com uma prima que estava sentada a mesa. Eis que de repente ela anuncia com frase curta e forte: - Esta temblando. Deus de repente a casa inteira começou a dançar sob passos desegonzados sobre a terra. Era uma dança feia, onde logo todos da casa ao sentir o ritmo da dança saiam correndo para não dançar sob pedras e tijolos que era muito provável que desprenderiam a qualquer momento. Cada pessoa buscava um destino e eu não sabia o meu. Mas logo descobri. O meu destino era seguir para o quarto onde meus filhos dormiam. Foi tudo muito rápido e de efeito extremamente duradouro. Chegando perto das crianças, eu mal podia ficar de pé, dançava sem querer dançar, meus passos eram dois pra lá e nenhum pra cá, cai sobre a cama, lutava contra um monstro invisível que era a força da natureza. Tentei retirar meus filhos da cama, duas três, quatro vezes...Os quadros da paredes estavam se balançando, os pés da cama corriam de lado para outro, nossa a cama estava carregando meus filhos para onde pelo amor de Deus... Ufa. Silencio. Passou. Todos voltaram para dentro de casa. O monstro foi embora tão rápido como foi seu surgimento.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O TEMPO

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Um ser amigo

Encontrei te em outro tempo. Era tempo de vida com fronteiras. Não para o vento. Pois o vento que soprou seu varal de roupas novas foi o mesmo que balançou o meu de roupas usadas. Triste pensar que você me deixou por eu ser uma roupa usada. O vento é meu é seu é de todos. Ele toca na sua roupa nova, na minha roupa velha. Ele toca em todas as roupas que cruzarem o seu caminho... Seja como o vento, toque o que estiver no seu caminho sem distinção.Mas toque no sentido de tocar apenas. Toque com uma ajuda que não precisa ser vista apenas sentida. Ajude aquele que cruzar o seu caminho, sem distinção de idade, raça, cor ou credo; se um ser precisar de ajuda, ajude.
Francisquinta-feira, 5 de novembro de 2009
O Dia que não se espera chega

O
Meu tempo não era tempo de ir. Minha vida era minha vida. Mas, de repente tudo se acaba. O mundo não era mais meu lugar. Aqui no mundo, ficou tudo que eu plantei. Coisas que eu ainda nem colhi, vai se perder, por que somente eu sei como colher. O que eu tanto queria agora já não me interessa mais. Meu ser não é mais ser daqui. Quando se acaba o tempo aqui. Vou para uma vida que não sei. Meu viver era lindo aqui. Tenho tanto que ainda sentir. Tenho tanto ainda que viver. Será que era o tempo? Por que não?Sim! Era tempo de ir. Era só uma questão de tempo. O meu viver aqui. Nesta terra de viventes sem tempo certo de tempo na terra. Eram meus antes queridos ali naquele canto! É... Eles choram por mim. Choram por minha ausência sem fim. Foi o meu fim aquele dia. Por que entrei naquele avião. Por que; eu não sei. Só sei que era madrugada. Todos dormiam. Sobre o Oceano sem luz o avião cruzava. Deus era meu dia e o Senhor não me avisou. Nem a mim e nem a todos aqueles que estavam naquele avião. O começo numa nova vida que prometia, começava por aquele avião que na verdade me estava era levando para outra vida que jamais pensava em ir; não naquele dia, não naquela hora; nem naquele momento. Momento. Que são momentos, se não pedaços da vida que vai passando conforme o tempo. E por aquele tempo que passava, estávamos passando. Mal sabia que tudo que se prometeu, ia ficar apenas nas promessas sem tempo de cumprir. Meu caminho para outra vida melhor. Vida melhor do que esta que eu estava vivendo, ficou na memória dos que ficaram. Era a vida se elevando de um espaço para pousar em outro com oportunidades que neste espaço eu não estava tendo. Promessas. Que bobagem se crer em promessas. Eram somente sonhos que acabaram se afundando no mar junto com o sonhador. Deus era meus os que sonhos que se afundaram. Eram sonhos lindos. Mais por quê? Mais por que se morrem? Da próxima vez vê se avisa. Não, não pode. Temos que andar com a hora da morte do lado. Temos que ser o tempo todo disponível. Ame o tempo inteiro a vida que vive ao seu redor. Edifique uma vida que as intempéries do tempo não causem dano. O seu viver é pouco. Seu tempo a qualquer hora é chegado. Seus castelos não serão aceitos. Seus ouros desprezados. Suas glorias inutilizadas. Mas o que o seu coração carrega é tudo que vai lhe servir após o dia que você se for. Senhor eu estava no avião que caiu no atlântico. Mas aquele não era o meu dia. Quem mandou aquele avião cair. Meu Deus eu tinha muito que fazer. A terra era a minha vida. Eu não sabia que tudo iria acabar naquele dia. Sou bastante bom sabia. Bons também se vão, sabia.
Francis.
O bom da vida

É viver sob a natureza. Acordar com o canto dos pássaros. Dormir com a lua tocando a sua janela. Tomar suco de abacaxi com hortelã. Ler ótimos livros. Assistir filmes romanticos nos fins de tarde. Comer peixe na Ilha Comprida. Saber que o mundo é feito por você. Você é quem faz a sua vida ser ou não, a melhor possível.
Francis
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Banzé( Conto de cachorro)
Banzé
Pequeno, tímido.
Sem raça definida.
Branco. Tem algumas manchas pretas espalhadas ao longo do corpo.
Não lembra onde nasceu.
Quem o colocou nas ruas.
Sabe apenas que cresceu nas calçadas e parques da cidade.
Passa o tempo farejando lixeiras. Rompendo os sacos de lixos que se encontram largados sobre as calçadas.
Da um trabalhão para as donas de casa.
Por sorte ainda não fora recolhido pela carrocinha.
Bem que o homem do cachorro quente adoraria.
As humilhações e as desumanidades eram tantas, que havia tirado da mente a esperança de um dia encontrar um lar. Um dono. Uma dona.
Ah! A culpa estava na vida tumultuada dos viventes de grandes cidades. É difícil encontrar alguém com tempo nestes lugares.
Os passos são apressados. E os dias nem se fala, passam voando.
Ninguém olha mais para o verde das árvores. Elas estão nos parque, canteiros e calçadas para que tenhamos uma melhor qualidade de vida, que ninguém se esqueça disto.
As flores do jardim são ignoradas; os cantos das aves se perderam no espaço fumarento.
O sorriso de uma criança não é prioridade.
E quando tudo parecia perdido.
Eis que surge uma chance.
Deitado na grama do parque. Faminto e com sede. O mundo girava feito redemoinho.
O barulho dos passos apressados haviam se transformado em pisadas de uma manada de elefantes passando pelas calçadas apertadas. E o insistente chamado que ouvia, por um momento pensou se tratar do dono do cachorro quente querendo o transformar em salsichas a serem servidas no próximo cachorro quente.
A nuvem branca que esta bloqueando sua visão, por um breve instante; se dissipou.
Viu então uma senhora. Ela tinha ar de estar falando sério:
- Psiu!
- Psiu cachorrinho! Olha o que eu trouxe para você. Um suculento almoço.
Este responde com um olhar tímido:
“Acho que é disto que estou precisando para acordar.”
“Como foi que esta senhora adivinhou?”
- Quando passei ontem aqui eu estava com muita pressa. Mais prometi que hoje voltaria para lhe trazer comida.
Foi amor a primeira vista. No outro dia, o cachorrinho estava dormindo num felpudo tapete, rodeado de atenções. Recebeu até um nome:
-Banzé.
O cachorrinho achou “bonitinho”.
E logo se acostumou com o nome. Ela também se apresentou:
- Eu me chamo Iraci. Agora eu vou trabalhar. Sua comida e a água estão ali na cozinha. Se comporte amiguinho e cuide da sua nova casa.
Banzé não economizou tempo.
Desfrutou de sua nova liberdade. A liberdade de viver entre quatro paredes.
Subiu no sofá.
Visitou os quartos. Correu de um lado a outro da casa, até cair cansado no seu canto de dormir. Despertou com Iraci a seu lado:
- Oi Banzé! Vamos tomar um arsinho na praça?
Banzé aprovou a idéia. Sim, ele queria muito passear nas ruas e parques, que apesar da vida ser bem melhor fora deles, não os esquecia.
A praça estava livre e convidativa. Iraci havia colocado uma corrente longa na coleira presa ao pescoço de Banzé.
Este corria feito louco. Fazia xixi sem parar. Não ficava um poste sem ser benzido.
Correu atrás das pombinhas. Até apostaram uma corrida. O último a chegar ao pé de goiabeira era a mulher do padre. A pombinha ganhou.
Até o casal de cachorros de raça que viviam atormentando a vida de Banzé, estavam lá. Eles eram mesmos incorrigíveis nas suas avaliações:
- Olhem só o vira-lata!
- Uh! Adotaram o pulguento.
Banzé não deu a mínima para os comentários caninos. Ainda bem que Iraci já estava voltando para casa.
Banzé não percebia, mais algum tempo depois, eram anos. E este tempo eram exatos três anos. Iraci e Banzé eram agora muito unidos.
Ele tinha um carinho muito especial por ela.
Fazia mil peripécias quando estava ao lado dela. Latia sem precisão. Balança a cauda sem cansar e por uns instantes tentava alcançá-la. Sem chances, o rabo também ganhara como as pombinhas La no parque.
A vida de Banzé se transformara em uma festa permanente junto de Iraci.
Era uma manhã de domingo. As ruas estavam aparentemente desertas. Pássaros saltitando nos muros, cantando sobre os telhados. O sol se espalhava por toda a cidade.
Banzé e Iraci se preparavam para irem para mais um passeio matinal na praça.
Cansada de ver Banzé preso a uma corrente, ela a retira:
- De hoje em diante, ficarás livres para ir e vir meu querido amiguinho.
Como qualquer cão que se preza, Banzé saltou de alegria. Coçava as orelhas, a barriga. De repente surgiu coceira pelo corpo inteiro.
Ele correu para ficar ao lado do portão, pois sabia que este seria aberto a qualquer instante.
Iraci abriu o portão. Aconteceu tudo muito rápido a partir daí.
Banzé não sentindo a corrente lhe prendendo o pescoço, correu para a calçada. Sem, no entanto olhar para os lados, como deve se feito quando se vai cruzar uma rua por onde passam veículos; atravessou.
Banzé atravessou no lugar errado, na hora errada também.
Na metade da rua, ele sentiu o impacto mortal. Vieram da calçada, os gritos de Iraci em seu socorro:
- Banzé! Meu Banzé Zinho!
O carro que atropelou Banzé, o levou preso no pára-choque.
Foi parar no farol. Parou porque este estava fechado para ele.
Neste mesmo ponto, Banzé desprendeu-se, La ficando no asfalto frio da manhã gelada e ensolarada.
Iraci correu. Ergueu Banzé nos braços:
- Banzé ainda vive! Meu Deus Banzé ainda está vivo.
Era um milagre Banzé ter sobrevivido a tão grande impacto.
Iraci levou Banzé no prime iro veterinário que encontrou.
Banzé estava muito ferido, mas estava vivo, e isto era que estava importando para Iraci.
Depois de examinar minuciosamente a vítima, o veterinário não teve dúvidas em afirmar:
-Não podemos fazer mais nada. O melhor a fazer, é sacrificar este animal. Não vai doer nada. E o gasto vai ser muito menor.
Iraci não estava acreditando no que estava ouvindo. E protestou energeticamente:
- Como assim, o gasto vai ser menor! Quem disse para o senhor que quero economizar para salvar meu cachorrinho. Estou disposta a gastar o que for preciso para salvá-lo e não me venha com discurso de gente preguiçosa.
- Calma senhora. A senhora não entendeu.
- Entendi muito bem sim. E o burro aqui é o senhor de pensar que estou me preocupando com dinheiro.
- Tente se acalmar mina senhora. Seu cachorro esta condenado. As pernas foram seriamente afetadas. O aparelho digestivo foi inteiramente comprometido. Sem falar que se ele for salvo, não andará e nem poderá se alimentar sozinho.
- Não se preocupe com estes detalhes. Porque se o doutor me entregar ele vivo, o resto ficara por minha inteira responsabilidade.
Depois de quase dois meses, Banzé reapareceu na praça.
Realmente a vida de Banzé mudara e muito após o acidente. E isto era um fato visível.
Banzé agora estava vendo o mundo de outra maneira.
Como havia previsto o médico, Banzé, não andava. Estava se alimentando com a ajuda de Iraci.
Iraci, por outro lado, ousou e abusou da sua criatividade para agradar seu amiguinho. Banzé correspondeu a tudo que lhe vinha com resignação e amor.
E Banzé adaptou-se bem a nova vida.
Para ele se locomover. Iraci construiu um carrinho tipo rolimã. Diferenciava-se do rolimã porque havia neste uma lateral proeminente que era preciso para segurar Banzé, que mal podia se mexer. Com este carrinho feito rolimã Banzé resolveu seu problema de locomoção.
Com relação à alimentação. Banzé era alimentado através de um pequeno furo na garganta. Iraci ali injetava a alimentação necessária.
Iraci havia encontrado uma pequena casa para alugar próximo do trabalho. Tudo para ficar mais perto do amigo. Pela manhã alimentava Banzé e realizava o seu asseio. No almoço, vinha rapidamente trocar o amigo, e lhe dar água e alguma coisa para alimentá-lo. E a noite acontecia à última refeição.
E claro, os passeios na praça estavam sendo possíveis novamente.
Iraci fazia questão de fazer a vida de Banzé valer apenas. Nos passeios fazia o carrinho correr ligeiro pelas alamedas verdes da praça. O canto das aves complementava este bem estar. Havia até o tradicional deslizamento de rampa. Iraci soltava o carrinho com segurança numa rampa, e corria ligeiro para esperá-lo na chegada. Nesta hora Banzé sentia que ao invés de pernas, agora tinha assas.
Os dois acabavam deitados sobre o gramado. A emoção era tanta que Iraci se cansava.
Dez anos se passaram.
Banzé e Iraci. Nada havia mudado entre eles, com relação à amizade. Mas com relação ao tempo, sim. As vidas dos dois haviam passado com o passar do tempo.
Banzé já não era o mesmo. Iraci por outro lado, sentia o peso da idade lhe tocando firmemente a cada passo que dava. Os passeios na praça estavam raros. Na verdade eles não eram mais possíveis. Banzé sabia que seu tempo era menor do que o de Iraci. Fazia sentido. Ele era o que não podia mais passear.
Iraci estava de saída para o trabalho. O amanhecer estava pálido. Observara pela janela que o dia estava encoberto. Sentira esta mesma falta de claridade no olhar de Banzé.
Ao chegar a casa para almoçar. Com o termino da realização dos afazeres, Iraci se prepara para voltar ao trabalho. Na despedida, além da frieza, identificou um triste adeus no olhar brando de Banzé. Ele parecia esta querendo lhe dizer várias coisas. Talvez estivesse lhe agradecendo. Iraci que sempre compreendia os pedidos do amiguinho, agora estava pressentindo, no entanto, uma coisa diferente, que não era um pedido, mais sim um olhar de despedida. Percebendo a triste condição do Banzé, desconfiou que talvez não encontrasse mais o amigo com vida quando retornasse para casa no final do dia.
Quando Iraci retornou, a noite tinha tomado conta da cidade.
Dentro de casa, o tempo que havia levado o dia, também havia levado Banzé consigo.
Iraci enterrou Banzé no fundo do quintal, sob o pé de uma árvore.
E agora todas as manhãs os pássaros cantam pousados nos galhos das árvores canções que ficam como o tempo, se repetindo o tempo inteiro.
Francis Nascivalen
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Olha amor não se misture. Não tente ser aquele ser que não entra em mim, a não ser através das linhas da minha imaginação e que se acaba no ponto final de uma, das muitas das minhas criações. Meu vasto mundo de - faz-de-conta é inofensível, é invisível, somente se deixa ver por mim. Tenho acesso restrito. Uso de todas as imaginações lá contidas. Tente entender amor de minha vida, que além deste mundo em que juntos habitamos, possuo outros mundos que vão nascendo e morrendo sob movimento retilíneo da desenvoltura de um conto, história romântica ou de uma simples crônica. É difícil para uma pessoa complexa como você, entender este lado obscuro, de que é feito um criador de fábulas. O que é mais complicado ainda, é conviver com as palavras que saem, sabe-se lá para que realidade, a da imaginária ou real. Amor não se importe com nada que vem sob forma de contos, porque é para lá e somente pra este fim que elas são destinadas. O que vem para você são todas as realidades que compartilhamos a luz do dia de cada dia que vivemos. Não corra o risco de se perder nalgum episódio que me escapa, mas que logo o corrijo ou o apago. Amor você não é um personagem, é um ser real de minha historia real. Tente dormir sem pensar no que a escrita te falou, pois ela está obedecendo a outros lados e não o seu. Deixe meu ser construir as historias que não são minhas, mas suas e de todos que quiserem tê-las. Amo-te.
Para sempre,
Francis
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O Inferno é aqui
Com eles não há Depressão.
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GUILOLOBAY , Escritora dos tempos.: Contos Assombrados
Frases bíblicas
Canto dos pássaros. Fim do mundo.
Você é a favor da maioridade penal? Porque?
Só você.
Seguidores
Quem você pensa que eu sou.
Eles são terrivelmente sentimentais. Nunca, nunca minta para eles.
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